Atriz global repercute a situação em que se encontra a UESPI; ‘deplorável’

Atriz global repercute a situação em que se encontra a UESPI; ‘deplorável’

Conhecida como a protagonista do hit de verão ‘Jenifer’ do cantor Gabriel Diniz, a atriz global Mariana Xavier repercutiu nesta segunda-feira (18/03) a situação da greve dos professores da Universidade Estadual do Piauí(UESPI).

Ao citar o escritor piauiense Afonso Celson, a famosa lamentou o fato e fez desabafo na sua conta do Twitter.

“Meu amigo @afonsocelso acabou de me mostrar a situação deplorável em que se encontra a Universidade Estadual do Piauí. Tem que ver isso aí, minha gente! Um país que não se preocupa com a educação a gente ta vendo bem para onde vai…”, comentou no Tweets.

 Reprodução / Twitter

Após diversas tentativas de negociação com o Governo do Estado sobre o reajuste salarial para os docentes da Universidade do Estado do Piauí, a categoria decidiu por greve nesta segunda-feira (18/03) em todos os campi, por tempo indeterminado.

Eles reivindicam cumprimento do plano e perda de cargos, carreiras e salários, reposição de perda de salário no últimos anos não reparadas e realização de um novo concurso. (180graus)

Empresário teria estuprado aluna de quatro anos na escola de reforço da esposa

Empresário teria estuprado aluna de quatro anos na escola de reforço da esposa

Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente ( DPCA)  

O empresário que foi preso nesta segunda-feira (18/03) na Zona Leste de Teresina por estupro de vulnerável ainda não teve a identidade revelada, mas ele e a esposa são donos de uma escola de reforço.

A polícia o identificou apenas como A. B. D. M. F., de 56 anos, e a vítima é uma menina de quatro anos, aluna do reforço. Segundo informações, a esposa dele não tinha conhecimento do crime.

A prisão decorreu de mandados expedidos pela Justiça e que foram cumpridos em estabelecimento particular de ensino. Segundo o delegado Matheus Zanatta a prisão preventiva foi solicitada após criança ter relatado o crime aos pais e, estes, denunciado o fato à Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente.

“Foi feita denúncia pelos familiares desta vítima em janeiro de 2019, uma vítima de 4 anos de idade… Foram colhidos depoimentos,  a vítima foi ouvida através de uma psicóloga e uma assistente social e foi representada algumas medidas cautelares”, disse o delegado Matheus Zanatta em entrevista à TV Cidade Verde.

Segundo a polícia apurou, foram vários abusos e há a suspeita de que haja mais vítimas. O homem sempre frequentava o reforço escolar.

Porque a identidade não é revelada?
“Nesse tipo de crime, a Delegacia Geral, junto com a DPCA, não tem divulgado detalhes sobre o crime, justamente para preservar a vítima e as demais crianças que estudam nesta escola de reforço, por isso que não foi divulgado detalhes sobre esse crime”, completou o delegado.

Nesta escola há cerca de 60 alunos matriculados. Durante o cumprimento do mandado, aparelhos eletrônicos foram apreendidos. (180graus)

MP apura denúncia de assédio sexual envolvendo professores do IFPI

MP apura denúncia de assédio sexual envolvendo professores do IFPI

O Ministério Público do Piauí está apurando denúncias de estudantes do Instituto Federal do Piauí envolvendo professores da instituição. Segundo informações do promotor Francisco de Jesus Lima, o MP-PI recebeu denúncias sigilosas sobre supostas práticas de crimes como assédio sexual e importunação sexual tendo como vítimas alunas do IFPI. 

Em entrevista ao O DIA, o promotor esclareceu que os crimes teriam supostamente sido cometidos nos campi de Teresina e em alguns situados no interior do Estado. Com medo de retaliações e de sofrerem exposição, as vítimas solicitaram que as suas identidades fossem mantidas em sigilo. Segundo o promotor, há a suspeita de que mais de um professor possa estar envolvido nos casos.

“Nós assumimos a titularidade das denúncias, instauramos o que nós chamamos de notícias de fato e determinamos ao reitor para que ele encaminhasse para nós todo e qualquer procedimento que tenha sido instaurado para apurar constrangimento ilegal, assédio sexual e importunação sexual dentro da instituição”, informou o promotor.

Além disso, o promotor Francisco de Jesus afirma que os promotores de municípios do estado que possuem campi instalados do IFPI também foram comunicados sobre as notícias de fato e devem apurar se existem novos casos em seus respectivos municípios. Ao todo, o IFPI possui 19 campi instalados no Piauí.

Ainda de acordo com o promotor, as denúncias das vítimas possuem fortes indícios que reforçam a veracidade dos fatos e possuem uma coerência narrativa. “Caso seja comprovado, nós iremos instaurar o procedimento de investigação criminal para com isso responsabilizá-los criminalmente. Além disso, o IFPI será compelido a adotar a responsabilidade administrativa”, destaca.

A reportagem do O DIA entrou em contato com o IFPI para solicitar esclarecimentos sobre a denúncia, mas até o fechamento desta matéria a instituição não se manifestou sobre o ocorrido.

Por: Nathalia Amaral

Wellington Dias faz do Piauí a segunda Brumadinho

Wellington Dias faz do Piauí a segunda Brumadinho

Greves estouram a todo momento no atual governo

Com o estouro dos cofres públicos e a devastação dos órgãos estaduais, o Piauí se transformou na segunda Brumadinho, com a morte de milhares de esperanças na vida dos servidores, credores, fornecedores e prestadores de serviço que dependem do Governo do Estado.

O rompimento da credibilidade levou água abaixo, tudo o que foi construído ao longo de tempo, por um governo desastrado e sem compromisso com o futuro. A tragédia comparada à de Brumadinho, é que os mortos de lá, os que foram encontrados, já foram enterrados, ao contrário dos mortos-vivos do Piauí, que ainda lutam por um funeral decente.

TUDO PARADO

A tragédia daqui ocasionou a paralização de todo o Estado, face à irresponsabilidade do seu gestor e apaniguados. A terra fétida da corrupção já exala a podridão de Norte à Sul, sem que nada de promissor surja no fim do túnel.

Com o Estado totalmente quebrado financeira e administrativamente, Brumadinho está há quilômetros distante da tragédia no Piauí. Sem dinheiro e vergonha, o Estado não paga mais ninguém há mais de seis meses, com seus credores chorando pelo pagamento das locações de veículos, empresas de limpeza e de segurança estão abandonando os seus contratos com os órgãos estaduais no Piauí. O governo nega, mas é calamitosa e sobretudo vexatória a situação das viaturas policiais que estão disponíveis para o serviço.

Sabe Deus lá como se faz para essas viaturas funcionarem, porque há débitos com as locadoras do veículos, fornecedor de combustível. Na área de segurança patrimonial, as empresas prestadores desse serviço já retiraram da maioria dos órgãos – até mesmo na universidade estadual – os seus vigilantes. Também, por falta de recebimento do que lhe é devido.

O mesmo problema se verifica em secretarias de Estado, em órgãos como a maternidade Evangelina Rosa, porque o pessoal terceirizado, contratado por empresa privada, está há meses sem receber salários e está sendo desligado das obrigações nos entes governamentais.

A queixa geral dos empresários é de que suas empresas estão em situação falimentar porque o Estado não honra os compromissos assumidos. Quem lança o olhar sobre o Diário Oficial do Estado percebe que, pelo menos no momento, a ação do chefe do governo se volta para demissões, inclusive do pessoal em cargos comissionados, buscando, como é a voz oficial, fazer economia, mas paradoxalmente não liquida as contas pendentes.

O Sindicato dos Médicos do Piauí (Simepi) divulgou uma nota de repúdio ao Governo do Estado, que há seis meses não faz o repasse para a entidade das contribuições dos profissionais que são descontadas de seus contracheques. O Governo está retendo a contribuição sindical dos médicos do Piauí e há seis meses não repassa essa contribuição para o Simepi.

As denúncias é que isso se repete em todos os outros sindicatos que reúnem servidores estaduais, O importante é que o Governo do Estado venha a público para dizer qual é a real situação da gestão. O caos está em toda as áreas como Saúde, Educação, Segurança Pública, Infraestrutura, com várias obras paralisadas, porque o governo não tem cumprido suas obrigações.

Prefeitos do Nordeste vão pegar o Pau de Arara rumo à Brasília

Prefeitos do Nordeste vão pegar o Pau de Arara rumo à Brasília

A Associação Piauiense de Municípios (APPM) recebeu nesta segunda-feira (18/03) líderes de associações de prefeituras e entidades municipalistas da região Nordeste, para definir uma pauta unificada a ser apresentada ao Governo Federal e a Congresso Nacional, tratando de demandas que levem ao incremento das receitas no município e a uma maior autonomia dos gestores para a aplicação destes recursos.

Quebrados e lisos, os prefeitos de todo o país apelam para uma concentração de forças para pedir ao governo federal, uma ajudazinha de grana para escaparem fedendo da situação que eles próprios causaram ao longo de seus mandatos.

Em Teresina, onde se reuniram, os prefeitos do Nordeste elaboraram uma carta para entregar ao presidente Bolsdonaro, para salvarem da tragédia da rejeição no futuro próximo. Todos gordos e sadios, posando de bons moços na cabine de possantes caminhonetas, os alcáides mais pareciam turistas do que preocupados com a situação em seus municípios.

Durante o encontro será elaborada a Carta de Teresina. Um documento que, para o presidente da APPM, prefeito Jonas Moura, tem o objetivo de sensibilizar o Congresso e o governo, para aprimorar as discussões sobre o pacto federativo. O grupo, que representa 1800 prefeitos de todo Nordeste, fará ainda um debate específico sobre a divisão dos royalties e deve elaborar um documento direcionado ao presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli.

 — É o Nordeste mostrando força para melhorar o dia a dia dos nossos municípios. A dificuldade que o Piauí passa é a dificuldade que o Pernambuco passa, que o Rio Grande do Norte passa, que o Brasil passa. Obviamente, o Nordeste tem uma dependência maior dos recursos federais, e é por isso que nós estamos aqui hoje em Teresina, para fazer esse documento, para sensibilizar ainda mais da necessidade de aprovar medidas para ajudar os municípios — diz Jonas.

O presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Glademir Aroldi, está no Piauí e elogiou o encontro.

— É extremamente importante, porque tem pautas que começam a tramitar no Congresso Nacional, que vão mexer muito com a vida das pessoas e com os municípios de todo país. Estou falando de Nova Previdência, que nós apoiamos. Evidentemente que precisamos mexer em alguns pontos — pondera Aroldi.

Ele destaca uma maior discussão sobre aposentadoria rural, parcelamento da dívida dos municípios com a Previdência, o Benefício de Prestação Continuada (BPC), entre outros.

— São pontos que a gente não abre mão de discutir agora na CCJ [da Câmara] e mais na frente na Comissão Especial que será formada — conclui. (Jornaldacidadepi)

Ex-ministro acusa Lula de levar propina na compra de submarinos franceses

Ex-ministro acusa Lula de levar propina na compra de submarinos franceses

Ex-ministro do petista Lula, Antonio Palocci deixa a sede da Justiça Federal de São Paulo, em dezembro. Foto: Marcelo Gonçalves/Folhapress

O ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci afirmou hoje (18), em depoimento à Justiça Federal, que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva combinou o recebimento de propinas em uma negociação para a compra de helicópteros e submarinos da França.

Segundo Palocci, os desvios teriam sido combinados diretamente com o então presidente francês Nicolas Sarkozy, numa reunião que varou a madrugada quando este visitou o Brasil, em 7 de setembro de 2009.

“Ali se tratava da compra dos aviões caça, dos helicópteros e dos submarinos para a Marinha. Sobre os submarinos e os helicópteros, eu conheço várias situações de ilícitos”, disse Palocci, que foi ministro da Fazenda de Lula entre janeiro de 2003 e março de 2006.

Contudo, Palocci negou saber de irregularidades sobre a compra de caças da França ou da Suécia, que é o alvo específico da ação penal na qual o ex-ministro prestou depoimento nesta segunda-feira (18). O processo tem o ex-presidente Lula e seu filho Luiz Cláudio como réus.

“Ali se tratou de ilícito sim, o que ficou substanciado depois no pagamento de propina no projeto dos submarinos, igualmente com pagamento de propina no projeto dos helicópteros. Agora, os caças em particular houve uma mudança no projeto do governo, então não sei o que aconteceu”, disse Palocci.

O ex-ministro da Fazenda prestou depoimento ao juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, responsável pela ação penal, uma das que Lula responde no âmbito da Operação Zelotes.

A oitiva, que chegou a ser suspensa pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), foi convocada pelo juiz federal após surgirem relatos na imprensa de que Palocci, em colaboração premiada no âmbito da Operação Greenfield, teria delatado Lula em relação aos caças.

Indagado pelo Ministério Público Federal (MPF), Palocci voltou a relatar ter conhecimento sobre o recebimento de propina por Lula, em benefício de seu filho Luiz Cláudio, em troca da edição de medida provisória que garantiu benefícios a montadoras de veículos.

A Operação Zelotes apura um suposto esquema ilícito na aprovação das medidas provisórias 471/2009 e 627/2012, que tratam dos benefícios às montadoras. “Dizer que essa MP [671] não teve ilícito é não conhecer o funcionamento do Brasil”, disse Palocci.

Nelson Jobim

Também ouvido nesta segunda-feira (18), o ex-ministro da Defesa Nelson Jobim voltou negar qualquer ilícito nas negociações de equipamentos militares com a França. Ele relatou estar presente na reunião sobre o assunto por ocasião da visita de Sarkozy ao Brasil, e que não houve nenhuma irregularidade nas tratativas.

“No jantar foi tratado de preço. Não houve absolutamente nenhuma pretensão de propina ou coisa do tipo”, disse Jobim, que foi reconvocado pela Justiça a prestar novo depoimento na ação penal após as revelações feitas por Palocci.

Jobim reafirmou que Lula não teve participação direta nas negociações com a França. “Houve um entendimento com o presidente Lula que os assuntos seriam tratados diretamente por mim e só por mim”, disse o ex-ministro da Defesa.

Defesa

Durante o depoimento desta segunda-feira (18), o advogado Cristiano Zanin, que representa Lula, disse que, por ter firmado acordo de delação premiada com o MPF, cujo teor é sigiloso, Palocci não pode ser considerado uma testemunha com “isenção de ânimo”.

Questionado por Zanin se teve acesso ao documento assinado na reunião entre Sarkozy e Lula, Palocci negou ter lido o termo. O ex-ministro da Fazenda disse que soube do que foi tratado na reunião somente através do próprio Lula, mas acrescentou não haver outros presentes na conversa. “Discussão de propina não tem testemunha”, afirmou.

Palocci foi condenado no âmbito da Operação Lava Jato por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, tendo a pena sendo fixada em 9 anos e 10 dias de prisão pelo Tribunal Regional Federal da 4a Região (TRF4). Ele ficou preso preventivamente na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba do fim de 2016 até novembro do ano passado, quando obteve o direito de prisão domiciliar. (ABr)

Vereador Diniz quer saber a data de conclusão da PI-116 – acesso para a Pedra do Sal

Vereador Diniz quer saber a data de conclusão da PI-116 – acesso para a Pedra do Sal

O alargamento da PI-116 teve início em 2014

Matéria assinada pelos jornalistas Bernardo Silva e Camila Neto, no blogdobsilva, sobre a situação precária da PI-116 – estrada que liga Parnaíba à praia da Pedra do Sal, foi pauta nesta quinta-feira para uma matéria na TV Clube (Globo), feita pelo repórter Kairo Amaral e motivou o vereador Antônio Diniz apresentar requerimento na Câmara Municipal, solicitando ao governo do Estado que informe a data de conclusão da estrada, que ainda possui quase dois quilômetros para ser concluída, além da sinalização.

Vereador Antônio Diniz

A estrada dá acesso a um dos pontos turísticos mais importantes do Piauí: Praia da Pedra do Sal

De acordo com a reportagem de Kairo Amaral, o Departamento de Estradas de Rodagem informou que ainda não tem data para a conclusão da obra, porque o governo do Estado ainda espera a liberação de recursos oriundos de empréstimos feitos à Caixa Econômica.

A PI- 116 atesta a falta de compromisso do Governador W. Dias com o turismo do Piauí

É bom lembrar, por outro lado, que dificilmente o governo de Wellington Dias vai responder à solicitação do vereador Diniz, a exemplo do que fez com outros pedidos de informações, através de correspondências assinadas pelo presidente do Poder Legislativo Municipal, vereador Geraldo Alencar e enviadas para W. Dias. Para o governador, ao que parece, vereador de Parnaíba só tem valor quando é para pedir voto para ele e para os deputados que o apoiam e que também são muito bem votado$$ no município.

Post Scriptum: As fotos foram feitas domingo(3) de carnaval

 

Deputado estadual Henrique Pires se solidariza com Bolsonaro

Deputado estadual Henrique Pires se solidariza com Bolsonaro

O deputado estadual Henrique Pires (MDB) manifestou, nesta quinta-feira (7), solidariedade ao presidente da República Jair Bolsonaro (PSL) por conta da reação negativa ao vídeo com imagens obscenas que ele postou no Twitter na última terça-feira. A informação é do site oficial da Assembleia Legislativa do Piauí.

Segundo a publicação, Henrique Pires afirmou que atos obscenos não podem ser realizados em público, principalmente em locais que tenham a presença de crianças. O parlamentar classificou o ato como um excesso que não pode ser cometido e demonstrou apoio a atitude do presidente de postar o polêmico vídeo como forma de criticar o ocorrido. (Gustavo Almeida)

Terceirizados da Evangelina Rosa não recebem há 5 meses

Terceirizados da Evangelina Rosa não recebem há 5 meses

Deputada Teresa Brito denuncia abandono do governo à maternidade e terceirizados

A deputada estadual Teresina Britto (PV) visitou durante o Carnaval a Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina, e constatou uma situação degradante: funcionários estão há vários meses sem receber salários.

A maior e mais importante maternidade do estado, há muito tempo sofre com o descaso do poder público, e isso custou centenas de vidas de mães e recém-nascidos.

“Os terceirizados da empresa Limpel estão há cinco meses sem receber seus salários, contratados sem receber décimo terceiro e salários a dois meses atrasados. Também não receberam ticket alimentação e vale transporte. Estão com dificuldade até para chegarem ao trabalho”, disse a parlamentar.

“Também encontrei cadeiras para amamentar e do acompanhante em péssimas condições… A infraestrutura péssima! Vamos continuar fiscalizando e cobrando do secretário de saúde estadual as melhorias. Enquanto eles não constroem a nova maternidade temos que ficar vigilantes sempre”, completou Teresa Britto na postagem.

NOTA DE ESCLARECIMENTO

A Maternidade dona Evangelina Rosa ( MDER) lamenta a informação equivocada e deturpada sobre suposto atraso, por cinco meses, dos colaboradores que trabalham como terceirizados. Os que são de responsabilidade da Evangelina foram pagos até o mês de janeiro e a diretoria aguarda chegada de recursos para o pagamento de fevereiro. Portanto, não existe atraso. Outra inverdade é sobre os vales transporte. Todos estão recebendo em dia.

A diretoria da Mder, por outro lado, recebe com traquilidade a informação de que na visita feita por parlamentares à Evangelina e outros hospitais- durante o carnaval-  que encontraram a maior Maternidade pública do Estado abastecida ,  com equipe de profissionais completa, sendo útil à sociedade

 A mder é uma Casa antiga, com problemas estruturais, mas a Instituição vem procurando se manter  oferecendo serviço de excelência, promovendo reformas importantes, tanto com sua equipe, como com empresas contratadas para as reformas mais complexas. 

Estamos mantendo o pagamento praticante  em dia, inclusive terceirizados. A Mder trabalha com a Secretaria de Estado da Saúde( Sesapi) e Governo do Estado,  diuturnamente para se manter como referência que sempre o foi.

Governo Bolsonaro corta privilégios dos sindicatos

Governo Bolsonaro corta privilégios dos sindicatos

Já estão mexendo na “boquinha” dos sindicatos

Sindicatos de trabalhadores e de patrões tiveram os recursos drenados pelo fim da obrigatoriedade da contribuição sindical, como era esperado. Dados oficiais mostram que em 2018, primeiro ano cheio da reforma trabalhista, a arrecadação do imposto caiu quase 90%, de R$ 3,64 bilhões em 2017 para R$ 500 milhões no ano passado. A tendência é que o valor seja ainda menor neste ano.

O efeito foi uma brutal queda dos repasses às centrais, confederações, federações e sindicatos tanto de trabalhadores como de empregadores. Muitas das entidades admitem a necessidade de terem de se reinventar para manter estruturas e prestação de serviços. Além de cortar custos com pessoal, imóveis e atividades, incluindo colônia de férias, as alternativas passam por fusões de entidades e criação de espaços de coworking.

O impacto foi maior para os sindicatos de trabalhadores, cujo repasse despencou de R$ 2,24 bilhões para R$ 207,6 milhões. No caso dos empresários, foi de R$ 806 milhões para R$ 207,6 milhões. O antigo Ministério do Trabalho – cujas funções foram redistribuídas entre diferentes pastas -, teve sua fatia encolhida em 86%, para R$ 84,8 milhões.

Os valores podem cair ainda mais por duas razões. Primeiro, na sexta-feira passada, 1º, o governo editou Medida Provisória que dificulta o pagamento da contribuição sindical. O texto acaba com a possibilidade de o valor ser descontado diretamente dos salários. O pagamento agora deverá ser feito por boleto bancário O governo diz que o objetivo é reforçar o caráter facultativo do imposto. Segundo, sindicalistas preveem que a arrecadação será menor neste ano, pois muitas empresas ainda descontaram o imposto na folha salarial em 2018 porque tinham dúvidas sobre a lei.

Fusão

Para sobreviver ao modelo estabelecido na reforma trabalhista, em vigor desde novembro de 2017, o Sindicato dos Empregados na Indústria Alimentícia de São Paulo, que representa 30 mil profissionais, vai se unir aos sindicatos de trabalhadores da área de alimentação de Santos e região, de laticínios e de fumo no Estado. Juntos, passarão a ter base de quase 50 mil funcionários. Do lado empresarial, está em andamento a fusão, em uma única entidade, de sete sindicatos da indústria gráfica de várias cidades do Rio. 

Em uma difícil tarefa para tentar reverter o fechamento da fábrica da Ford em São Bernardo do Campo, anunciada há quase duas semanas, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC teve seus recursos obtidos por meio do imposto reduzidos de R$ 5,94 bilhões em 2017 para R$ 46 milhões no ano passado.

O encerramento da produção de veículos da Ford vai deixar na rua grande parte dos 4,5 mil empregados diretos e indiretos. Dirigentes do sindicato estão buscando apoio em todos os níveis governamentais para tentar convencer a multinacional americana a voltar atrás.

A entidade afirma que o corte certamente gera impactos, mas diz ter outras formas de sustento, até porque devolvia o valor do imposto sindical aos associados. A base do sindicato é formada por 71 mil trabalhadores (39 mil a menos que em 2011), dos quais cerca de 50% são sócio.

O sindicato é filiado à CUT, que em 2017 ficou com R$ 62,2 milhões do repasse da contribuição, o maior valor recebido entre as seis centrais que têm direito a cotas. No ano passado, o valor caiu para R$ 3,5 milhões, deixando a entidade atrás da Força Sindical e da UGT, que receberam R$ 5,2 milhões cada.

Segundo a CUT, os grandes grupos que empregam sua base de trabalhadores, como montadoras e bancos, foram os primeiros a suspender o recolhimento, enquanto empresas de menor porte continuaram fazendo o desconto por terem dúvidas em relação às novas regras.

A central ressalta que sua base tem promovido debates sobre novas formas de contribuição. Sindicatos como o dos Bancários de São Paulo já aprovaram o recolhimento da contribuição negocial, paga após as negociações da data base. Boatos de que a entidade colocou à venda sua sede no bairro do Brás foram desmentidos mas, se surgir uma boa proposta, a central avisa que pode estudar.

Imóvel vendido

Presidente da UGT e do Sindicato dos Comerciários de São Paulo, Ricardo Patah diz que a entidade promoveu uma reestruturação que reduziu seus gastos de R$ 7 milhões para R$ 4,3 milhões no ano passado.

“O número de funcionários do sindicato foi reduzido de 600 para 200, promovemos uma redução de jornada e salários por seis meses, fechamos três subsedes e vendemos, por R$ 10,3 milhões, um edifício que mantínhamos alugado no centro de São Paulo”, exemplifica Patah. “Agora estamos numa ampla campanha de sindicalização.”

A Força Sindical, por sua vez, pede R$ 15 milhões pelo prédio de 12 andares de sua sede no bairro da Liberdade e está assessorando associados a promoverem fusões para compartilhar custos. A intenção é adquirir uma sede menor ou ocupar algumas salas no imóvel vizinho do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo.

‘Coworking’ na Fiesp

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) recebeu R$ 3,4 milhões de sua cota da contribuição sindical, em comparação a R$ 16,9 milhões em 2017. “Apesar de sermos a favor do fim da obrigatoriedade, a queda teve impacto expressivo em nossa receita”, diz Luciana Freire, diretora executiva jurídica da Fiesp. “Para superar isso, temos de nos reinventar com novos serviços e redução de custos.”

Um novo serviço que a entidade vai oferecer a partir de abril no imponente prédio na avenida Paulista será o de coworking (espaço de escritórios compartilhados). Um dos 16 andares do imóvel foi reformado para receber até 30 sindicatos que queiram compartilhar o espaço para atendimento a associados e prestação de serviços.

Entre os alvos estão os sindicatos de pequeno porte que passam por dificuldades em manter sedes alugadas e mão de obra. Eles poderão reembolsar a entidade pelo uso do espaço e de pessoal pois, além dos próprios funcionários poderão usufruir da equipe da Fiesp. “Esse é um projeto piloto mas, se fizer sucesso, será ampliado”, informa Luciana, para quem o custo para os sindicatos será bem inferior ao de bancar a estrutura independente. A Fiesp reúne 130 empresas de São Paulo e, entre as ações recentes para reduzir custos está a fusão de núcleos temáticos, como o de Economia com o de Competitividade e o de Microempresas com os de Empreendedorismo e Startups.

Locação

A Fecomércio-SP é a federação empresarial que fica com o maior repasse da contribuição sindical recolhida pelo setor. No ano passado recebeu R$ 7,5 milhões. No ano anterior foram R$ 29,3 milhões.

Com mais de 90% das associadas formadas por micro e pequenas empresas, a Fecomércio-SP já defendia, antes mesmo da reforma trabalhista, a fusão de sindicatos principalmente após a lei que criou o Simples Nacional, desobrigando esse grupo de empresas a recolher a contribuição sindical.

O vice-presidente da Fecomércio, Ivo Dall’Acqua, conta que há dois anos a entidade assessorou a fusão dos sindicatos de barbeiros e de cabeleireiros de senhoras, criando uma única entidade patronal, o Sindibeleza. “Em razão da burocracia o novo sindicato não recebeu seu registro e, agora, a decisão é com o Ministério da Justiça.”

Ele ressalta que a Fecomércio tem outras fontes de renda para manter sua sede, um prédio de arquitetura moderna na Bela Vista, área nobre da capital paulista. Além das áreas destinadas à própria entidade, há espaço para exposições, convenções e um teatro, que são alugados para terceiros.

Fundos previdenciários

Na busca da reinvenção para sobreviverem no pós- imposto sindical obrigatório e já prevendo a aprovação da Reforma da Previdência – que pode futuramente adotar o regime de capitalização -, as centrais sindicais começam a avaliar maneiras de participar da gestão de fundos previdenciários.

A ideia, explica o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, é usar como exemplo a experiência dos Estados Unidos e do Canadá onde, há várias décadas, os sindicatos participam ou têm controle de fundos de pensão.

“A discussão ainda é embrionária e não fizemos ainda um debate mais profundo sobre como seria esse processo”, informa Juruna. Por enquanto, a base das discussões são artigos acadêmicos que tratam do tema e trocas de informações com entidades internacionais.

Segundo um dos artigos em análise, dos 100 maiores fundos de pensão do Canadá, responsáveis por quase metade dos recursos dessas instituições, ao menos quatro são controlados por sindicatos. Em razão disso, o nível de sindicalização no país é elevado.

Segundo Juruna, um importante passo para esse processo é unificar mais o movimento sindical criando, por exemplo, entidades que representem toda uma categoria, a exemplo do que também já ocorre nesses dois países e na Europa.

O presidente da UGT, Ricardo Patah, fiz que a central também avalia essa possibilidade pois os trabalhadores “não podem deixar essa gestão apenas nas mãos dos grandes bancos”. 

A Força é uma das entidades que lançou recentemente essa discussão e Juruna diz querer envolver todas as centrais. A CUT informa que debate o tema. 

Fonte: Estadão Conteúdo, com nformações do jornal O Estado de S. Paulo.