Urubus na Carniça:Sucessão estadual virou balaio de gatos com ofensas pessoais

A briga dos líderes e partidos políticos no Piauí está a cada dia mais acirrada. Sempre batendo forte nos aliados que não simpatiza, o deputado federal Assis Carvalho (PT), quase chega a vias de fato com o deputado estadual João Madison (MDB), durante reunião na casa do governador Wellington Dias (PT), para tratar da polêmica sucessão estadual com o nome para a vice na chapa governista.

Por não aceitar o deputado estadual, Themístocles Filho (MDB), como pré-candidato a vice de Wellington Dias, que tenta a reeleição, Assis Carvalho jogou mais um balde de água quente nas pretensões do seu chefe, o governador, ao criticar Themístocles Filho como péssimo candidato, e por não ter capacidade de agregar.

Na defesa do colega, o deputado João Madison disse que Assis Carvalho não tem moral para impedir as pretensões do governador, e que tem mais é que respeitar o direito dos partidos que visam uma coligação para eleger Wellington. Citou, inclusive, que Themístocles tem histórico político como parlamentar e como presidente da Assembleia Legislativa do Piauí há mais de 14 anos, sem nenhuma pendência jurídica ou policial como é o seu caso na Lava jato.

NA CASA DO GOVERNADOR

Toda essa baixaria aconteceu na manhã de hoje, 29 de junho de 2018 na casa do governador Wellington com várias lideranças políticas, dentre os nomes mais relevantes estão: o presidente da Assembleia Legislativa, Themístocles Filho (MDB); o pré-candidato ao Senado Frank Aguiar (PRB); senador Ciro Nogueira (Presidente Nacional do Progressistas) e a senadora Regina Sousa (PT). 

Wellington Dias ressalta que há outros nomes sendo analisados para disputa ao Senado em sua chapa. Primeiro Regina Sousa, que já é senadora; os deputados federais Marcelo Castro, Júlio César e o senador Ciro Nogueira, o qual afirmei que há de compor a nossa chapa para o Senado Federal”, declarou o governador. 

Inconformado como anda a negociação, o presidente do PT no Piauí, o deputado Assis Carvalho, voltou a criticar o nome de Themístocles como mais cotado para ocupar a vaga de vice na chapa governista. “Porque é um nome que agride muito o PT. Nós do estado, dos municípios e as pessoas que votam no Wellington, temos posição, e eu tenho que falar a linguagem da minha base. Desde a cidade dele até as demais cidades, não tem uma púnica cidade em que ele [Themístocles] tenha defendido o PT nos últimos 10, 12, 15 anos. Então é difícil para nós termos um nome que passa 24h do seu dia agredindo o partido, falando mal do PT. Por isso, eu não tenho razão para defender quem maltrata meu partido”, disparou Assis Carvalho. 

Questionado sobe qual nome do MDB indicaria para compor a chapa majoritária, Assis Carvalho foi direto: “Eu acho que um nome aliado ao PT ajudaria muito mais, e já disse: Marcelo Castro”. “Os nomes que  foram derrotados desde 2002 já mostraram que não tem votos”,  disparou. 

O deputado ainda fez duras críticas contra João Madison. “Tem um parte do MDB que desde 2002 ficou contra nós.

Quando foi que João Madison foi aliado nosso? Desde 2002 votou contra nos, foi derrotado. Em 2006 votou contra nós com Mão Santa, foi derrotado. Em 2010 ficou com João Vicente Claudino, foi derrotado. Em 2014 votou com Zé Filho, foi derrotado. Então por que vai ter vaga para João Madison?”, questionou. 

O deputado estadual João Madison (MDB) respondeu. “O governador em sua primeira eleição, quando o Assis não era nada, não existia politicamente e eu votei nele, só não votei na última agora porque tinha compromisso com o PMDB. Todas as outras eu votei no governador. Sobre as agressões do Assis, eu vou dizer que o presidente Themístocles tem 14 anos como presidente da Assembleia, então um homem desse é respeitado no Piauí todo. É pena que o Assis não respeita e eu duvido que o Themístocles tenha alguma ação de improbidade na Justiça Federal. Agora o Assis tem e deve provar se tem ou não, porque o Themístocles não tem. Quanto a minha pessoa, minha vida é limpa. Eu nunca precisei dele [Assis]. O nosso acordo aqui é com o governador Wellington, e o Assis não é dono da coligação. Ele pode ter a posição dele, mas tem que respeitar o direito da maioria”, respondeu. 

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